Avaliação da durabilidade de tintas à base de lama vermelha por meio do teste de intemperismo natural
DOI:
https://doi.org/10.46421/enarc.v9i1.6609Palavras-chave:
tintas ecológicas, resíduos, SustentabilidadeResumo
O Brasil possui grandes reservas de bauxita, com 2,6 bilhões de toneladas e produção anual superior a 46 milhões de toneladas. A extração de alumina gera a lama vermelha, um resíduo que, se descartado inadequadamente, pode prejudicar a saúde e o meio ambiente. A utilização desse resíduo em novos produtos é uma alternativa sustentável. Sendo assim, este estudo avalia a produção de tintas ecológicas, utilizando lama vermelha como pigmento, água como solvente e resina PVA como ligante. Variou-se as proporções desses componentes (lama vermelha 25-35%, água 55-70%, resina 10-15%) e avaliou-se a durabilidade das tintas por meio de resistência ao intemperismo natural ao longo de seis meses de exposição. A tinta com melhor durabilidade é composta de 25% de lama vermelha, 65% de água e 10% de resina, com variação de cor de aproximadamente 2%. Os resultados mostram o potencial da lama vermelha no aproveitamento do resíduo.
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