Modelos de informação para UBSs de Sorocaba
ensino, pesquisa e extensão universitária
DOI:
https://doi.org/10.46421/enebim.v6i00.7827Palavras-chave:
BIM, UBS, Transformação Digital, Colaboração, Gestão PúblicaResumo
As vantagens e contribuições do uso de tecnologia digitais bem como BIM na experimentação do processo de projeto integrado e colaborativo durante a formação dos alunos em Arquitetura, Engenharia e Construção é evidenciada e incentivada por diversos autores (RUSCHEL, 2014; RECIPET, 2024). Neste contexto, o presente artigo apresenta um relato da experiencia pedagógica de ensino-aprendizagem desenvolvida como prática extensionista de 40hrs com alunos do quarto semestre de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Facens.
As atividades de ensino, pesquisa e extensão \ compreenderam quatro etapas principais: (i) contextualização, (ii) levantamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS), (iii) modelagem das informações existentes e (iv) elaboração de propostas de adequação relativas ao programa arquitetônico, às normas da Vigilância Sanitária e à legislação de acessibilidade. A execução dessas atividades contou com a participação de 39 discentes, organizados em 9 disciplinas integradas, sob a coordenação das disciplinas de Projeto de Arquitetura III e Modelagem e Colaboração Digital.
No âmbito da disciplina de Colaboração Digital, foram abordados os princípios de coordenação, colaboração, compatibilização e integração em BIM (Building Information Modeling), com o objetivo de promover o intercâmbio de informações ao longo do semestre por meio da modelagem das UBS. Para viabilizar a dinâmica colaborativa, propôs-se a elaboração de um Plano de Execução BIM, fundamentado na norma ISO 19650, no qual os alunos simularam o processo, identificando os principais fluxos de trabalho e entregáveis. A modelagem foi realizada utilizando o software Autodesk Revit, enquanto o compartilhamento das informações foi conduzido por meio da plataforma Autodesk Drive.
No âmbito da disciplina de Projeto de Arquitetura III os alunos, na etapa de levantamento das UBS’s (ii), realizaram uma conversa com os gestores das unidades de modo a compreender as necessidades presentes para além das normas. Após o levantamento realizado, a etapa de elaboração de propostas de adequação (iv) foi dividida em três entregas: a primeira quanto a acessibilidade; a segunda considerando a vigilância sanitária; a etapa final com a reentrega de ambas as etapas anteriores, considerando revisões e comentários.
Como resultado, destacou-se o aprendizado dos alunos relativos à experimentação da prática profissional no levantamento, identificação de problemas e proposta de adequações para o cumprimento de normativas através do modelo de informação e colaboração digital. Como contribuição, a experiencia auxilia a formação promovendo a transformação digital na gestão de edifícios públicos através do desenvolvimento de dezessete modelos de informação de Unidades Básicas de Saúde de Sorocaba, bem como o contato com gestores e funcionário da rede municipal de saúde.
A experiência realizada na disciplina enquadra-se no campo de usos e no estágio de gerenciamento, no esquema conceitual do BIM segundo o BIM Framework. A Modelagem Arquitetônica foi a categoria de uso do BIM na categoria I (geral) do BIM Excellence. Já quanto aos usos do BIM na categoria II, que aborda os domínios específicos do BIM Excellence, a experiência enquadra-se na categoria 6000- Operação e Manutenção.
Dessa forma, reforça-se um dos aspectos mais relevantes da modelagem BIM que é a gestão de ativos. Pensando no contexto do poder público e no grande número de edifícios que passam por problemas de manutenção, adequação às normas e conservação, produzir os modelos de informação contribui para a economia de recursos. Além disso, aproxima nossos alunos da vida real onde grande parte dos arquitetos e urbanistas não serão responsáveis exclusivamente por novas construções, mas também por manutenção, uso e conservação do patrimônio construído.
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Referências
BFB, BIM Fórum Brasil. 2ª Edição da Pesquisa sobre Digitalização no Âmbito da Indústria da Construção. São Paulo: BIM Fórum Brasil, 2024, 58 p.
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RECEPETI Guia para planos de implementação BIM curricular. Brasília, DF: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, 2024. 104 p.
RUSCHEL, Regina C. To BIM or not to BIM. Encontro da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, v. 3, p. 1-12, 2014.
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