Avaliação dos efeitos da umidade e fungos em madeira maciça e compósitos de madeira-plástica
DOI:
https://doi.org/10.46421/euroelecs.v6.7918Palavras-chave:
compósitos madeira plástico, madeira serrada, decaimento fúngico, sustentabilidade, reciclagemResumo
A madeira, apesar de sua beleza e origem renovável, apresenta limitações quando exposta a umidade e agentes biológicos, como fungos. Por isso, buscam-se alternativas mais duráveis e sustentáveis, sendo o compósito madeira-plástico (WPC) um material resistente e versátil, que combina resíduos de madeira e polímeros. No presente estudo, os WPCs foram fabricados com 30% de reforço lignocelulósico (em forma de maravalha e pellets) e matriz composta por resíduos plásticos diversos, incluindo polipropileno, PET, PVC e polímeros multicamadas. Após a extrusão, corpos de prova foram cortados, medidos e submetidos a ciclos de imersão em água, seguidos de exposição em um ambiente úmido por 30 dias para observar o desenvolvimento de fungos. A variação de massa foi registrada ao longo dos ciclos de 60 dias, as amostras foram avaliadas quanto ao Módulo de Elasticidade Dinâmico. Ao comparar o desempenho dos WPCs com a madeira maciça, verificou-se que os WPCs, especialmente com pellets, apresentaram desempenho superior após exposição prolongada à água e presença superficial de fungos, retendo propriedades mecânicas. Esses resultados indicam que os WPCs são alternativas viáveis para substituir parcialmente madeiras em aplicações não estruturais sujeitas à umidade.
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