Experiência do Pedestre
Uma análise das condições térmicas e sonoras no centro do Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.46421/euroelecs.v6.7920Palavras-chave:
conforto térmico, conforto acústico, espaços urbanos, análises climáticas, centro - rio de janeiroResumo
Este trabalho aborda o conforto térmico e o conforto acústico em áreas urbanas. Para tanto, considera a presença de vegetação, a urbanização planejada e o uso de materiais nas superfícies de piso e envoltórias próximas, o que interage com as trocas térmicas e a propagação sonora. O objetivo deste trabalho é analisar cinco variáveis ambientais — (i) temperatura de bulbo seco (Tbs), (ii) temperatura de superfície (Ts), (iii) umidade relativa do ar (UR), (iv) nível de pressão sonora (NPS) e (v) velocidade do vento (Vv). As medições foram realizadas em dez pontos distintos, distribuídos no Centro do Rio de Janeiro, abrangendo locais expostos ao sol e outros sombreados por vegetação ou edificações, o que possibilitou uma análise microclimática comparativa. Os dados indicam que as temperaturas do ar e de superfície foram mais elevadas em áreas com incidência direta de radiação solar, enquanto a umidade relativa apresentou leve redução nessas condições. A velocidade do vento manteve-se baixa em todos os pontos analisados, e os níveis de pressão sonora ultrapassaram os limites recomendados em todas as medições. Os resultados evidenciam padrões típicos de ilhas de calor urbanas, bem como indicadores de desconforto térmico e acústico.
Referências
ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas. (2019). NBR 10151: Acústica – Medição e avaliação de níveis de pressão sonora em áreas habitadas – Aplicação de uso geral.
ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas. (2020). NBR 16401-2: Instalações de ar-condicionado — Sistemas centrais e unitários – Parte 2: Parâmetros de conforto térmico.
ABREU, L. V.; LABAKI, L. C. Conforto térmico propiciado por algumas espécies arbóreas: avaliação do raio de influência através de diferentes índices de conforto. Ambiente Construído, v. 10, n. 4, p. 103-117, 2010.
BECK, H. E.; ZIMMERMANN, N. E.; MCVICAR, T. R.; VERGOPOLAN, N.; BERG, A.; WOOD, E. F. Present and future Köppen-Geiger climate classification maps at 1-km resolution. Scientific Data, v. 5, Art. n. 180214, 2018.
BRASIL, A. P. M. dos S.; SILVA, M. E. C.; RIBEIRO, W. O. Clima, ambiente urbano e qualidade de vida: uma análise da percepção dos moradores da periferia belenense do Carmelândia sobre o conforto/desconforto térmico. Boletim de Geografia, v. 33, n. 2, p. 60-72, 2015.
DATA.RIO-PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. Zoneamento Urbano. Disponível em: <https://www.data.rio/datasets/PCRJ::zoneamento-urbano/explore>. Acesso em: 7 jul. 2025.
HIRASHIMA, S. Q. S. Percepção sonora e térmica e avaliação de conforto em espaços urbanos abertos do município de Belo Horizonte - MG, Brasil. Tese (Doutorado em Tecnologia da Arquitetura), Universidade de São Paulo. São Paulo, 2014.
INMET – Instituto Nacional de Meteorologia. Normais Climatológicas do Brasil 1991–2020. Brasília: INMET, 2023.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo 2022. Disponível em:<http://censo2022.ibge.gov.br/>. Acesso em: 27 abr. 2025.
KNAUT, B. F.; LISOT, A.; VALQUES, I. J. B. Efeitos da vegetação viária no conforto térmico urbano: estudo de caso nas avenidas Morangueira e Pedro Taques na cidade de Maringá, PR. Anais do XV ENCAC Encontro Nacional de Conforto no Ambiente Construído e XI ELACAC Encontro Latino-Americano de Conforto no Ambiente Construído: Clima e planejamento urbano, v. 15, n. 1, p. 567–576, 2019.
KRÜGER, E. L.; DRACH, P. R. C. Impactos do uso de climatização artificial na percepção térmica em espaços abertos no centro do Rio de Janeiro. Ambiente Construído, v. 16, n. 2, p. 133-148, 2015.
LAMBERTS, R.; DUTRA, L.; PEREIRA, F. O. R. Eficiência Energética na Arquitetura. 3ª Edição. Rio de Janeiro: Eletrobrás /PROCEL, 2014.
LIMA, L. C.; LEDER, S. M.; SILVA, L. B.; SOUZA, E. L. de. Conforto térmico em espaços abertos no clima quente e úmido: estudo de caso em um parque urbano no Bioma Mata Atlântica. Ambiente Construído, v. 19, n. 2, p. 109-127, 2019.
MAIOLI, R. N.; SILVA, D. E. G. da.; RICARTE, P. M.; SILVA, F. T. da. Análise da influência da vegetação em praças na mitigação de ilhas de calor urbano. Anais V do Encontro Latino Americano E Europeu Sobre Edificações E Comunidades Sustentáveis, v. 5, p. 1–10, 2023.
MONTEIRO, L. M.; ALUCCI, M. P. Índices de conforto térmico em espaços urbanos abertos. Fórum Patrimônio: Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável, v. 3, n. 2, 2013.
OKE, T. R. Boundary Layer Climates. London: Methuen, 1978.
ROMERO, M. A. B.; BAPTISTA, G. M. M.; LIMA, E. A.; VIANNA, D. R. W. E. O.; SALES, G. L. Mudanças climáticas e ilhas de calor urbanas. – 1ª Edição. Brasília: ETB, 2019.
SANTOS, J. L.; SILVA, M. A.; AMORIM, M. C. C. Ilhas de calor urbano e cobertura arbórea: estudo de caso no Centro do Rio de Janeiro. Revista Brasileira de Climatologia, v. 29, p. 134–152, 2021.
VIEIRA, R. L.; BARTHOLOMEI, C. L. B. Influência da vegetação na variação dos parâmetros microclimáticos e no conforto térmico real e calculado. Anais do XVI Encontro Nacional de Conforto no Ambiente Construído e XII Encontro Latino-Americano de Conforto no Ambiente Construído: Cidades e extremos, sua relação com o ambiente construído, v. 16, n. 1, p. 332–341, 2021.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Beatriz Carreiro, Aline Calazans

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.