A paisagem como base para o planejamento em regiões portuárias
O caso da região Itaqui-Bacanga em São Luís (MA)
DOI:
https://doi.org/10.46421/euroelecs.v6.8018Palavras-chave:
paisagem, planejamento da paisagem, regiões portuárias, Itaqui-Bacanga, São Luís, MaranhãoResumo
A região do Itaqui-Bacanga, que abrange a área portuária da cidade de São Luís (MA), apresenta uma paisagem marcada por intensas transformações espaciais, sociais e morfológicas. Essas mudanças refletem diferenças marcantes entre complexos industriais, assentamentos populares, equipamentos urbanos e vazios subutilizados, criando uma região de paisagens marcadas por usos diversos. O objetivo deste artigo é analisar a paisagem da região do Itaqui-Bacanga para identificar potencialidades e conflitos territoriais que possam orientar propostas de planejamento da paisagem para a zona portuária. A metodologia se baseia em levantamento bibliográfico, análise documental e cartografia, com foco especial nos elementos físicos e funcionais constituintes da paisagem. Os resultados são que a paisagem dessa região indica a falta de integração entre as transformações espaciais e as especificidades da região, retratando processos de ocupações desiguais do passado e infraestrutura limitada a determinadas áreas. Confirma-se que a interpretação da paisagem pode auxiliar em recomendações mais contextuais e integradas em direção a estratégias de projeto da área portuária mais sensíveis à riqueza da região. O estudo reitera, portanto, a importância da paisagem como ferramenta e base de planejamento em contextos urbanos.
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