O Canteiro experimental como ferramenta de aprendizado e transformação
Impacto da prática extensionista
DOI:
https://doi.org/10.46421/euroelecs.v6.8063Palavras-chave:
Canteiro Experimental, Pedagogia da Arquitetura, Arquitetura Popular, Extensão UniversitáriaResumo
Este artigo tem como objetivo apresentar o papel dos canteiros experimentais como metodologia de ensino nas atividades do EMAU JoãoBem da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAUrb) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Contrapondo-se ao modelo tradicional – fragmentado e distanciado das realidades sociais –, a prática extensionista articula três dimensões: (1) revitalização de espaços ociosos no campus; (2) integração entre teoria e prática projetual; e (3) resgate de saberes afro-indígenas marginalizados, fortalecendo o aprendizado coletivo e o vínculo universidade-sociedade. Fundamentada na pedagogia freireana e no canteiro como espaço de experimentação, a metodologia transforma áreas subutilizadas em laboratórios vivos de arquitetura, promovendo uma ressignificação pedagógica do ambiente construído. Os desafios, como fragilidade institucional e escassez de recursos, reforçam a necessidade de políticas que garantam a continuidade dessas iniciativas na formação acadêmica. Conclui-se que os canteiros experimentais representam não apenas uma alternativa metodológica, mas um instrumento de transformação social no ensino da arquitetura.
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