Tecnologias geoespaciais para mapeamento territorial e projetos participativos
Estudo de caso da ARIS Dorothy Stang
DOI:
https://doi.org/10.46421/euroelecs.v6.8098Palavras-chave:
dados geoespaciais, planejamento urbano, integração de dados, programa periferia viva, residência cts 5Resumo
A realização do Programa Periferia Viva no território Dorothy Stang, viabilizada pela parceria com a Residência Multiprofissional CTS da FAU/UnB, marcou um momento importante de articulação entre agentes externos e a comunidade local. Um elemento central nos trabalhos desenvolvidos foi a adoção de uma abordagem participativa, que privilegiou o diálogo com os moradores. Em um contexto de urbanização desigual e invisibilização, desde seu estudo até a definição das políticas de intervenção, é onde os softwares de Geographic Information System (GIS) se tornam de fundamental importância. Para responder a demanda urgente de informações sobre comunidades em vulnerabilidade, propõe-se aqui um método de levantamento e análise de dados baseado nos usos de tecnologias geoespaciais. Este estudo analisa a coleta e organização das informações sobre a população e o ambiente construído, em formato cartográfico, e enfatiza a importância da utilização das tecnologias geoespaciais para contribuir na produção e integração de dados socioespaciais e sua contribuição para o planejamento territorial e projetos participativos de urbanismo e arquitetura na comunidade Dorothy Stang. Para tanto, relatam-se os testes feitos pela equipe de integração utilizando o software Quantum GIS (QGIS) para a espacialização dos dados coletados e obtenção da confluência junto aos dados do censo desenvolvido.
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