O impacto das mudanças climáticas nas emissões de carbono de edificações escolares públicas no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.46421/euroelecs.v6.7919Palavras-chave:
mudanças climáticas, emissão de carbono, eficiência energética, fator de emissão, edificações escolaresResumo
O presente estudo analisa como as mudanças climáticas poderão influenciar nas emissões de carbono em escolas públicas brasileiras, considerando diferentes zonas bioclimáticas e o Cenário Socioeconômico Compartilhado 4.5 do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas. Utilizando o software EnergyPlus, foram simuladas 24 cidades adotando um arquétipo escolar equipado com sistema fotovoltaico e climatização por bomba de calor, comparando dados climáticos históricos (1985–2014) com projeções para 2050. A metodologia bottom-up avaliou consumo e geração de energia, permitindo calcular o balanço energético e as emissões de gases de efeito estufa. Os resultados indicam que cidades frias podem reduzir emissões futuras, enquanto cidades quentes tendem a aumentá-las devido ao acréscimo da demanda por refrigeração. Apesar da geração fotovoltaica, muitas escolas não alcançam a independência energética, especialmente no futuro. O estudo destaca a necessidade de estratégias regionais e soluções arquitetônicas passivas para mitigar os impactos das mudanças climáticas e melhorar a eficiência energética.
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