¿Verde para quién? Disparidades en la distribución de la vegetación urbana y sus posibles efectos sobre la salud
DOI:
https://doi.org/10.46421/euroelecs.v6.7964Palabras clave:
Vegetación urbana, Segregación socioespacial, Salud urbana, Cambio climático, Justicia ambientalResumen
Las áreas verdes urbanas cumplen funciones ecológicas y sociales esenciales, incluida la regulación del microclima y la promoción de la salud pública. Este estudio investiga la distribución desigual de estos espacios en Vitória-ES, analizando su correlación con indicadores socioeconómicos y raciales. Utilizando datos del satélite Landsat 9, se mapeó el NDVI del municipio. Utilizando datos del Censo IBGE 2010 y técnicas de geoprocesamiento a través del software libre QGIS 3.34.4, se mapeó la forestación de carreteras y su relación con el perfil censal de ingreso y raza. Los resultados muestran patrones claros de segregación: los barrios de altos ingresos, predominantemente blancos, tienen una mayor cobertura de árboles, mientras que las áreas periféricas y centrales, con una población predominantemente negra/morena y menores ingresos, tienen un déficit de vegetación significativo. Esta disparidad acentúa las desigualdades socioambientales, privando a las comunidades vulnerables de los beneficios comprobados de los espacios verdes, como mitigar las islas de calor, mejorar la calidad del aire y reducir las enfermedades crónicas. Cabe destacar que la vegetación urbana es un elemento estratégico para promover la salud y reducir las desigualdades socioambientales. Se concluye que la justicia ambiental debe ser un principio rector en la planificación urbana, garantizando el acceso equitativo a los espacios verdes para todos los ciudadanos, apuntando a ciudades más justas, saludables y sostenibles.
Citas
ACSELRAD, H.; MELLO, C. C. A.; BEZERRA, G. N. O que é Justiça Ambiental. 1º. ed. Rio de Janeiro: Garamond, 2009.
ANAND, A.; BHATTACHARYA. P. Assessing resident’s perception towards ecosystem services of urban green spaces in Delhi, India. International Journal of Sustainable Development & World Ecology, Delhi, v. 31, n. 2, p. 150-156, 2024. DOI: https://doi.org/10.1080/13504509.2023.2261013
BANCO MUNDIAL. Desenvolvimento urbano, 2022. Disponível em: https://www.worldbank.org/en/topic/urbandevelopment/overview
BENEDICT, M. A.; MCMAHON, E. T. Green Infrastructure. Washington, DC: Island Press, 2006.
BONATTO, D. A. M.; GAVA, J. Criação de áreas verdes públicas de lazer e sua conexão por corredores verdes urbanos: análises socioespaciais como subsídio para uma maior equidade na oferta em Vitória-ES. Paisagens Híbridas, Rio de Janeiro, v. 2, n. 1, p. 26-41, 2022.
BONATTO, D. A. M. Infraestrutura verde: contribuição para o planejamento urbano e regional. In: Bianca Camargo Martins. (Org.). Melhores Práticas em Planejamento Urbano e Regional. 1a ed.: Atena Editora, 2019, p. 339-351.
BRASIL. Ministério da Saúde/Secretaria de Vigilância em Saúde. Glossário temático: Promoção da saúde. Brasília. Ministério da Saúde, 2012.
BUSS, P. M.; PELLEGRINI FILHO, A. A saúde e seus determinantes sociais. Physis: Revista de saúde coletiva, 2007.
CAIAFFA, W. T.; FERREIRA, F. R.; FERREIRA, A. D.; OLIVEIRA, C. L.; CAMARGOS, V. P.; PROIETTI, F. A. Saúde urbana: "a cidade é uma estranha senhora, que hoje sorri e amanhã te devora". Ciência & Saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 13, n. 6, p. 1785-1796, 2008
COUTTS, C.; HAHN, M. Green infrastructure, Ecosystem Services and Human Health. International Journal of Environmental Research and Public Health. v. 12, n. 8, p. 9768-9798. 2015.
DA CRUZ, G. C. F.; SANTOS, J. S. V.; MORESCO, F. A.; KUBASKI, K. M. Temperatura da superfície terrestre nas áreas urbanas e rurais de Florínea-SP e Cabralia Paulista-SP. Revista Brasileira de Desenvolvimento, v. 9, n. 1, p. 1833–1850, 2023. DOI: 10.34117/bjdv9n1-125
EPA. U.S. Environmental Protection Agency. Environmental Justice‐Related Terms As Defined Across the PSC Agencies. 2013. Disponível em: https://www.epa.gov/sites/default/files/2015-02/documents/team-ej-lexicon.pdf
FAJERSZTAJN, L.; VERAS, M.; SALDIVA, P. H. N. Como as cidades podem favorecer ou dificultar a promoção da saúde de seus moradores? Estudos Avançados, São Paulo, v. 30, n. 86, p. 7-27, 2016. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-40142016.00100002.
FLORINDO, A. A.; SALVADOR, E. P.; REIS, R. S.; GUIMARÃES, V. V. Percepção do ambiente e prática de atividade física em adultos residentes em região de baixo nível socioeconômico. Revista de Saúde Pública, São Paulo, 2011.
FLORINDO, A. A; GUIMARÃES, V. V; CESAR, C. L. G; BARROS M. B. A; Alves M. C. G. P; GOLDBAUM, M. Epidemiology of leisure, transportation, occupational and household physical activity: prevalence and associated factors. Journal of Physical Activity and Health, 2008.
HAINES-YOUNG, R. H.; POTSCHIN, M. B. The links between biodiversity, ecosystem service and human well-being. In: RAFFAELLI, D. G.; FRID, C. L. J. Ecosystem Ecology: A New Synthesis. Cambridg: Cambridge University Press, 2010. p. 110-139.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios. 2022. Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/indicadores.html?localidade=BR&tema=8)
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA . Censo Brasileiro de 2010. Rio de Janeiro: IBGE, 2012.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. IBGE Cidades. 2023. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/es/vitoria/panorama.
LIN, J.; ZHANG, H.; CHEN, M.; WANG, Q. Socioeconomic disparities in cooling and warming efficiencies of urban vegetation and impervious surfaces. Sustainable Cities and Society. v. 92, 2023
LONDE, P. R.; MENDES, P. C. A influência das áreas verdes na qualidade de vida urbana. Hygeia - Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, 10(18), 264–272. 2014.
LUGÃO, L. R.; BONATTO, D. A. M.; ALVAREZ, C. E. Análise de adequabilidade dos indicadores de sustentabilidade urbana para avaliar áreas verdes e de recreação: Estudo em Vitória, ES. II Simpósio Nacional de Gestão e Engenharia Urbana, São Paulo. Blucher Engineering Proceedings. São Paulo: Editora Blucher, v. 6. p. 313-319, 2019. Doi: 10.5151/singeurb2019-45
MAPBIOMAS. Nota técnica sobre a vegetação urbana no Brasil, 2022. DOI: https://doi.org/10.58053/MapBiomas/QTH5JU
MASCARÓ, L.; MASCARÓ, J. L. Vegetação Urbana. 2.ed. Porto Alegre: +4 Editora, 2005.
MINAYO, M. C. S.; HARTZ, Z. M. A.; BUSS, P. M. Qualidade de vida e saúde: um debate necessário. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 7-18, 2000.
NAHAS, M. I. P. Indicadores Intra-urbanos como instrumento de gestão da qualidade de vida urbana em grandes cidades: uma discussão teórico-metodológica. In: VITTE, A.C.; KEINERT, T.M.M. (Orgs.). Qualidade de vida, planejamento e gestão urbana: discussões teórico-metodológicas. Rio de Janeiro: Bertrand. Brasil. p. 312, 2009.
OMS. Organização Mundial da Saúde. Constituição da Organização Mundial da Saúde. 1947. Disponível em: https://apps.who.int/gb/bd/PDF/bd47/EN/constitution-en.pdf?ua=1 Acesso em 05 de março de 2025.
ONU. Organização das Nações Unidas. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. 2015. Disponível em <https://www.un.org/sustainabledevelopment/> Acesso em 04/02/2025.
ONU. Organização das Nações Unidas. WHAT IS GOAL 10 – REDUCED INEQUALITIES. 2023. Disponível em <https://sdgs.un.org/goals/goal10<https://www.un.org/sustainabledevelopment/wp-content/uploads/2019/01/Goal-10-Fast-Facts.pdf> Acesso em 04/02/2025> Acesso em 19/02/2025.
PARK, Y. M.; KWAN, M. P. Multi-contextual segregation and environmental justice research: toward fine-scale spatiotemporal approaches. Environmental Justice Research and Public Health, v. 14, n. 10, 2017. DOI: https://doi.org/10.3390/ijerph14101205
PMV. Prefeitura de Vitória. Sistema Integrado de Bases Georreferenciadas do Estado do Espírito Santo (Geobases). 2024. Disponível em: https://geoweb.vitoria.es.gov.br/ Acesso em 11 de julho de 2025.
SAPORITO, S.; CASEY, D. Are there relationships among racial segregation, economic isolation, and proximity to green space? Human Ecology Review. v. 21, p. 113–132. 2015.
SERGE, M.; FERRAZ, F. C. O conceito de saúde. Revista de Saúde Pública. v. 31, n. 5, p. 538-542. 1997
SOUSA, A. W. P. P.; SOUSA, A. P. W. P.; SOUSA, C. P. Revisão bibliográfica: influência das áreas verdes para a saúde física e mental. Revista Científica Da Faculdade De Educação E Meio Ambiente. v. 13, n. 2, p. 11–23. 2022 DOI: https://doi.org/10.31072/rcf.v13i2.1065
USGS. United States Geological Survey. Landsat Normalized Difference Vegetation Index. Disponível em: https://www.usgs.gov/landsat-missions/landsat-normalized-difference-vegetation-index
ZHOU, W.; HUANG, G.; PICKETT, T. A.; WANG, J.; CADENASSO, M. L.; MCPHEARSON, T.; GROVE, J. M.; WANG, J. Urban tree canopy has greater cooling effects in socially vulnerable communities in the US. One Earth. v. 4, p. 1764-1775. 2021
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 ENCUENTRO LATINOAMERICANO Y EUROPEO SOBRE EDIFICICACIONES Y COMUNIDADES SOSTENIBLES

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.